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Luciana Cotrim

Psicanalista

Nem tudo em nós
segue um plano.

Às vezes sabemos o que gostaríamos de mudar e, mesmo assim, não conseguimos fazer diferente. Outras vezes, nem sabemos ao certo o que está acontecendo. Uma análise pode começar justamente aí.

Retrato de Luciana Cotrim, psicanalista.

Psicanálise

Saber nem sempre é suficiente.

Há momentos em que a gente entende perfeitamente uma situação e, mesmo assim, continua sofrendo com ela. Uma relação que machuca e da qual é difícil sair. Uma decisão que nunca chega. A culpa que aparece mesmo quando sabemos que não fizemos nada de errado. O medo de decepcionar. Uma cobrança que não dá descanso. Ou simplesmente uma sensação de que alguma coisa não vai bem, mesmo quando, por fora, parece estar tudo no lugar.

Nem tudo o que sentimos se resolve com força de vontade, bons conselhos ou tentando pensar positivo. Na análise, essas questões podem ser faladas aos poucos, no tempo de cada pessoa. Às vezes, poder dizer o que está acontecendo já começa a mudar a maneira como conseguimos olhar para aquilo que vivemos.

Sobre mim

Uma história antes da clínica.

Minha vida profissional não começou na Psicanálise. Antes dela vieram outros trabalhos, outras escolhas, responsabilidades, mudanças e recomeços.

Durante muitos anos, trabalhei em empresas nacionais e multinacionais, em setores como telecomunicações e tecnologia, e depois em outras experiências, entre elas a hospitalidade e um período como sócia e empreendedora.

Essa experiência não virou um método de atendimento. Faz parte, simplesmente, de quem eu sou.

Mais tarde, a Psicanálise passou a ocupar outro lugar na minha vida. Hoje, é a ela que dedico meu trabalho e meus estudos.

Conhecer minha história

Planejar.Organizar.Decidir.

Durante muitos anos, boa parte do meu trabalho esteve ligada a encontrar caminhos, resolver problemas e fazer as coisas funcionarem.

Hoje, no meu trabalho, há outro movimento.

Escutar.

Escutar antes de concluir. Dar tempo antes de responder. E lembrar que uma pessoa não precisa chegar com sua história organizada para começar a falar.

E o que acontece numa análise?

Você não precisa chegar sabendo por onde começar.

Pode falar do que aconteceu na semana, de uma relação, do trabalho, de um medo, de alguma coisa que vem incomodando, de uma lembrança que voltou ou simplesmente dizer que não sabe o que dizer. A conversa vai se construindo a partir daí.

Meu trabalho não é dizer como você deve viver sua vida. É escutar. Com o tempo, algumas coisas podem começar a fazer mais sentido: situações que voltam, sentimentos difíceis de compreender, escolhas, relações e maneiras de lidar com aquilo que nos acontece.

Uma análise não precisa começar com uma grande questão. Pode começar com aquilo que hoje está difícil.

Entender melhor

Talvez a primeira conversa comece com uma pergunta.

Se você quiser saber como funciona um atendimento, pode começar por aqui. Não é necessário contar sua história no primeiro contato.

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